terça-feira, 24 de agosto de 2010

Saudades

Falo a ti, que não respondes
Que estás em parte incerta
Falo em ti, que não te escondes
Apenas a mensagem não te acerta

Se disparasse uma flecha
Com um bilhete para ti
Ela não iria directa
Acharia outro fim

Não cairia ao teu lado
Ou espetada nessa àrvore

Não chegarias a lê-la
A recebê-la.

Enquanto o espaço nos separa
E o tempo teima em esperar

Escrevo-te uma outra carta
"Tenho amor p'ra te dar".

Dá-me a tua mão
Deixa-me ler-te a sina
Não a vejo com a visão
Pelo menos, não com a minha.

Deixa-me criar um caminho
Um que se possa correr
Andar nem quero, perdido
Neste desejo de te ter.

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