terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tempo

O clarão apaga-se
Na memória curta da noite
Onde estás e onde estavas

O relâmpago cai matando
A terra morta no chão
E eu aguardando

Vem ao de cima, planta carnívora
Deixa caçar a tua potridão
Encher-te de morte e cinza
Das achas do meu coração!

Vem tu que teimas em devorar
Oh memória corrompida do espaço
Vem para que eu possa matar
O que perde o que faço!

Enterra-te oh erva daninha
Afugenta-te de mim
Dessa vida que é só minha
Que não foi feita para ti!

Deixa guardar os meus momentos
Em prateadas caixas de trevas
Onde se vê apenas o esboço
Da paixão, dias e eras.

1 comentário:

  1. 'Na memória curta da noite Onde estás e onde estavas' - adorei!

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