terça-feira, 24 de agosto de 2010

Viagem

Foram barcos de papel
Que tu soltaste no rio
Esperando que algum batel
Se aguentasse por um fio

Foi quando embarcaste
Nesse teu futuro incerto
Em que enfim, pensaste
Que o teu rumo seria correcto

Caíste à àgua
Como seria de esperar
Nesses teus barquinhos de mágoa
Uma lágrima para os afundar.

Ou pensavas que partirias
Sem vontade de voltar
Que sempre caminharias
Para ao continuar

Regressar para de onde viste
Nesse teu barco de papel
Esse rio onde encolheste
O mundo num batel

Pensaste que eventualmente
Chegarias para ficar
Quando eternamente
Nenhum rumo podes tomar

Mas agora que te abraço
Que nos meus braços te tenho
Que já não tenho este baraço
Já sabes que sempre venho.

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