domingo, 26 de dezembro de 2010

Esquecer de como se ama

Sinto-me atordido!

Não sei se procuro para me acalmar
Se tenho necessidade de amar
Se sou correspondido
Ou se me vejo querido.

A minha vista desvanece-se...

Deixa-me ver, pelos teus olhos
E sentir na tua mágoa...

E por ti viver aos molhos
Bebendo a tua àgua...

Queria ser uma felicidade
Para eu me sentir feliz
Não sei se é ser egoísta
Quando sorrir é a raiz...

E de amar, se me esqueço?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Prenda

Ora, vem,
Liberta-me de mim
E carrega-me ao teu peito.

(E deixa-me carregar-te a ti.)

Não te quero desiludir, meu bem,
Sei que o futuro é assim,
Incerto.

Mas, enquanto puder
Enquanto fervilhares no meu sangue,
E me inundes o meu querer...

Deixa que, um dia, te ame.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Poema Grande Para Recuperar A Alegria

Se a tristeza te apanha
Desprevenida
Retira-a, só se deixares ela se entranha
A tristeza é pervertida
Penso em algo mais feliz
Não deixes que o triste te encontre
Sente o ar passar no teu nariz
E que a felicidade se demonstre
Se em acorrendo em amar
Um pouco mais feliz ficas
Tu sabes que estou a chegar
E logo largas as saudades que tinhas
Não penses em tempo
Que tempo não existe
Existe apenas um grande momento
Onde tudo se conjura
Onde te amo em parar
Onde te toco, te posso beijar
Onde velo o teu sono
Com um carinho paternal
Beijando-te no rosto
Dando-te miminhos e atenção
Sem necessitar de razão
Procurando apenas o teu sorriso
Que egoísmo, por o querer ver
Mas se sorris feliz eu fico
E contigo feliz quero viver
Amo-te
Em toda a tua pessoa
Amo-te
És a felicidade que mais me atordoa
E me enleia no teu olhar
Com cara de esgar
Me apaixono por ti
Cada vez que te vejo
E te tenho em mim
Satisfaço um desejo
E continua tudo sem fim
Se em te alegrar
Escrever um poema resulta
Só irei parar
Quando a inspiração for diminuta
Em todo o sentido
Te escrevo de amar
E tudo o que sinto e vivo
Tento assim relatar
Tal como aquela noite vaga
Que nos conseguiu apresentar
Uma noite que tinha tudo para ser nada
E no fim conseguiu tudo ganhar
Fez-se um Mundo nessa noite
Essa noite que trouxe amar
Trouxe-o rápido, de açoite
Não demorou muito em vingar
De ti em esconder me procuro
E no entanto em ti me descubro
Em toda a imensidão
Que de ti trazes que se faz minha paixão
Aceso, fogo de energia
Não se explica, oh!, quem diria
Se em explicar me pedem
"A.", quem mais seria?!
Se nos amores nos despedem
Quem queira não nos pode parar
Amando, amo e amarei
Se te amo agora amanha também
E a mim amar
Me vem também
O sentimento que me mantém
Vivo, és tu, o meu alguém
Que teima em não ser revelado
Mais que coisa tao admodesta
Não lhes revelo o ser amado!
Pois guardo-o para mim, com amor
Pois assim ela me pediu, pedindo por favor
E no respeito que lhe tenho
A minha promessa mantenho
Amando-te estou bem
De saber não precisa mais ninguem
Servi-te os pratos todos
Em baixela de porcelana e prata
Com papeís de qualidade barata
Onde vinham rabiscos tolos
Pseudónimos de Amor e de ti
E acredito que de tantos outros
Mais ninguem os leu assim
Baixela de prata e porcelana
Comida que de deliciosa se manja
E guardanapos rabiscados
Conseguiste tu encontra-los
E ler la o meu Amor
Ten-lo todo, guarda-o bem, por favor
E se café te apraz
Ou um cházinho seja mais capaz
Tens toda a liberdade de me pedir
Faço-o imediatamente ou logo a seguir
Disse-o muitas vezes
De novo irei dizer
Amo-te agora
Amar-te-ei até morrer.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O que se perdeu foi o dom

Acho que, naquele momento
O que se perdeu, foi confiar
Sem confiar começou um tormento
O fim de um fim por acabar.

(Sinto que não confiei
Enegrecido na minha triste bruma
Em vida, não amarei
Mais nenhuma).

Descalça foi à fonte
A. de gesto seu
Cativando com ternura

Cativando o coração meu.
Descalço me sentei na fonte
No desejo de a olhar

A. na sua aragem
E eu no meu lugar.

Foi-se e esfumou-se e nunca mais se viu

Oh, o amor, que me cortaste
Morri na vaidade de te ter
Quando mais te pensava meu, acabaste
Oh, amor, porque me deixaste?

Nesta atroz incapacidade de amar
Neste infeliz estado vegetativo
Amor, porquê, pergunto?

É amar, uma morte com sentido?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Renascimento

Este espaço já foi vida!

Ao que se vê, perdeu-a. Num espaço de tempo, nem curto nem largo. Um espaço necessário à recuperação do ser.

Não interessa a inspiração que nasceu entretanto e se perdeu ao acaso. Interessa que o espaço foi ultrapassado, o tempo andou, o desejo acalmou-se. Parte de mim pede mais um momento, mas eu bem sei quem eu sou, bem sei que Eu não sou Eu (quem já fui) e que Eu (amanhã) nem o mesmo serei.

Por isso, bela experiência essa que tive.

Uma linda história de amor, um conto que não foi julgado no seu decorrer. Uma história que fecha o livro das suas aventuras e desventuras, dos seus sorrisos e das suas lágrimas.

Assim se renasce, diferente, a cada dia que passa.