sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

s s s s s s s s s s s s

Amigos, quem os tem
Não sabe o tempo que ficam
Se enquanto o interesse se mantém
Ou até que os seus sentimentos mumificam.

Vêm e vão
Desaparecendo sem razão.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

De um apontamento de inspiração

As cortinas esvoaçavam
Dentro do meu quarto
Dentro de refrões que mascaravam
O meu aspecto magoado.

Pensei em fugir.

Pensei em esconder-me de tudo.

Pensei não existir.

Pensei desaparecer como fumo.

Pensei que não podia viver
Sem ter como me agarrar.
E lutar
Sem corpo para me erguer.

Pois que eu vivo mais,
A cada dia,
O tempo que passou,
Não mais viveria,
E espero mais alguém
Que eu possa amar também,
Espero ver um lume
Uma cara com saúde.

E ser braseiro.

E ser calor.

E ser a vida
E a alegria
E o jeito de viver
De alguém,
(Maior).

Que espalhe em mim
Tudo o que há em si
E me faça assim
Mais um pouco menos eu
Mais um pouco menos só.

Que me faça a mim
Um pouco mais o Universo,
Que me faça a mim,
Não um poema, mas um verso.

E que respire,
A sua emoção!
Que guarde em mim
A sua imagem
E o seu objecto
E que o meu dialecto
Seja apenas ternura e carinho
Como sempre tem sido
Para quem me tem vivido
Por mais que me custe
Morrer, no fim.

Porque morrendo vivo mais
E  a morte me traz vida,

Se de amar ainda sou capaz,
Amarei, então.