terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Confissões de um cadáver

Deixo-te esta terra perdida
Deixo-te esta maré de gente
Deixo-te uma alma corrompida
E sete quilos de semente.

Filho, repara e sente alto
Vê como é o futuro,
Um assalto,
Que transcende o obscuro
Deixa essas sementes no asfalto
E cria algo, cria vida
Nesta terra ressequida
Por não saber quantos saltos
O Homem já deu
Ou em quantos passos de gigante
Esta terra não morreu...

Diz-me que o futuro que te deixo
Tem ainda algo para dar
Se é esta a última vez que pestanejo
Algo de bom quero deixar

Cria e dá ao mundo
Um pouco mais de sapiência
Mostra que o nosso futuro
É amar a Natureza, não só a ciência...

1 comentário:

  1. Espero sinceramente que consigamos deixar algo de bom s:
    Oh, obrigada pelos elogios $: Eu gosto de testamentos (x
    Penso que é mesmo por isso. Há certas coisas que queremos dizer, mas não que sejam ouvidas. Nem sempre nos queremos mostrar, queremos apenas criar uma máscara para que não nos conheçam completamente, talvez de forma a ter alguma defesa. Se escrevermos, como dizes, só lê quem quer e está interessado.
    Beijo (:

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