segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Virar o mundo, matar

Putas mastigadas
Carnes estragadas
Nada para comer
Tudo a perder.

Deixo a vida a quem quiser
Deixo o sol para levar.
Não quero acordar
Não quero viver!

Sinto o dia a correr
O tempo sem vagar
Nunca passa devagar
E eu sempre neste lugar

O mundo sempre a foder
Quase a perder a cabeça!
Já não sei o que fazer
Quem me salva desta doença?

Amar, para quê amar
Se destrói tudo o que vejo
Somente o que não desejo
Pode cá ficar?!

Saio deste lugar
De cabeça vazia
Não tenho andar
Sou uma anestesia

E paro para pensar
Com o que me resta
Não falta nada
P'ra ficar

Não vou encontrar
Outra forma de ser
Por muito que queira parecer
Não posso mudar


Vou sempre continuar
O mundo é fodido
Faz-me escondido
Do que posso dar.


Já tentei procurar
Cansei-me de cair
Hoje posso virar
O mundo, matar.

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