sábado, 5 de março de 2011

Sem título 4

Saio do fundo de quem sou
No desespero de me encontrar
Não me encontro no que dou
Quem sou, sempre a mudar?

A vida até é enfadonha
E o fado um tanto triste
Não pode a morte ser risonha
Se é que o além existe?

Deixo-me viver, apenas agora
Sinto que sou quem antes era.
Quem fui, não se decora
A minha vida não tem perda.

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