sábado, 26 de março de 2011

Toque

Não tenho linha.
Não sigo, não me sigo, não me contenho.

Procuro? Nem tão pouco sei se procuro.
O escuro tolda a razão de qualquer um.

Morremos velhos para nascer novos?
Quão estranha vida que nos aparece.

Tapetes de flores, e são pisadas.
As penas das aves são almofadas.

A pedra ou o minério transformados no mesmo
Mas diferentes da sua primeira utilidade.

Mudança. Significativa mudança.
Mudar...

Mudei os campos. Mudei o meu próprio ser
E, não sabendo se sei viver
Mudei até o que faço, o que me acho.

Percorro desta vez uma linha...
Mas ainda indefinida.

Essa linha, que tão pouco se vê, não se sente.
Os pés não a calcam e as areias não se acumulam.
O pó não lhe cai e o tempo não a mata.

"Um artista sabe quando deve parar".
Não sei se artista algum sou.

Mas paro agora, sem agradar.
Quantos este poema tocou?

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