sábado, 30 de abril de 2011

Devaneio


Hoje perdi-me no sofá em devaneio
No entretanto de não conseguir estudar.
(A matemática causou-me tal anseio
Que fui incapaz de continuar.)

Chegou-me à mente a possibilidade
Iminente de vir a ser algo crescido.
E, não omitindo, é essa a minha vontade
Pois que mais no meu valor acredito.

Mas ora como posso eu vingar
Se este mundo anda de boca com fome
E eu não quero ser um Pessoa nem atravessar o mar
Com uma lusitana viagem que me adorne?

E por muito grandes que tais sejam
De que me valeria a mim tal grandeza
Tentar ser como eles (que me desejam!)
Quando eu próprio chego p'ra fineza?

Mas basta da meditação
E eu faço o meu caminho.
Da poesia, componho-me canção
E o que escrevo deixo com carinho.

Partilho assim a minha realidade
Por muito pouco sofrida que seja...
Bem sei que não tenho a maturidade
Mas não sei se a minha pessoa o deseja.

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