sábado, 2 de abril de 2011

Nunca (mais)

No fundo do roupeiro
Está um monstro feio
E eu não sei o que fazer.

Quem virá primeiro
Para me acudir?
O fim está perto e eu quero fugir!

Nem eu sei mais dizer
Quantas vezes já pensei no cheiro
Que carregavas enfim só tu...

Virgem clara pureza significativa
De quem nada tem p'ra dizer
Toda a vida seria imprecisa

Sem te ter para viver.
Entretanto chove o pranto
Por saber que já te vais.

Não acudo a quanto tenho
E se tenho, nunca mais.

1 comentário:

  1. Surpreendente e ao mesmo tempo realista, gosto bastante! :)

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