segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pobreza.


Eu como o pão que não amasso
(Aliás, o pão amassado vem.)

Eu não tenho cama, por onde passo
Faço o meu colchão sem vintém.

Eu não tenho e não possuo
Mais do que consigo ter...

Tenho apenas fome (sem uso)
Não a simples vontade de comer.

Tu que sempre tanto gastas
Que tanto deixas por mastigar...
Não pensas e não achas
Que há mais valor por dar

(Pelo que comes sem saborear
Pelo que ouves sem sentir
Pelo que cheiras sem captar
Pelo teu chorar ao mentir?)

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