sexta-feira, 15 de abril de 2011

Portugal (Revolução?)


Nós somos aqueles que perecendo fizemos a tua maldição
E condenados a ter a morte no nosso encalce estamos
Tudo isto por cantarmos a nossa vida em oração
Não sendo praticantes de quaisquer actos mais que mundanos

Imponentes e fugazes vazios à imensidão da cheia
Somos os que se levantam sentados da areia
E as nossas vozes que antes não se ouviam
Povoam agora a esperança inteira

Finalmente tomamos o sabor às correntes
Antes deixávamo-nos apenas mastigar
Não eramos tristes nem contentes
Existimos simplesmente p'ra passar

Rompemos agora o mundo que nos quebra
Tudo isto com a nossa inteira nostalgia
De um de outro de tudo o que desespera
Por viver a vida por mais que um dia.

As vozes fizeram-se canhões e armas
E os barões de antes assinalados
Fizeram-se novas e verdadeiras estradas
Diferentes dos caminhos já caminhados.

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