terça-feira, 26 de abril de 2011

A voz que não te ouves


Como dizia o outro que passou no seu passo,
A pedra que ali jaz é uma pedra apenas.
E a água se corre é porque assim tem de correr
Não de vontade de pensar nem mesmo de querer
Mas apenas porque assim tem de ser.

Mas tu, que sendo gente tens a mudança no teu alcance
A beleza que te procuras nos outros não encontras e não sabes
Olhar para a beleza que por dentro de ti trazes.

Se a pedra é pedra e nada mais
E água corre pois tem o seu cais

E se da tua existência existe o mudar
Porquê deixar à vontade de quem não te sabe ver a oportunidade
De te fazer, trabalhar, construir ou motivar?

Pensa, ou abstrai-te de pensar, libertando-te do pensamento
Que te prende a uma realidade apenas únicamente criada
E mergulha dentro daquele que é justamente o momento
E sendo o momento, não é mais nada.

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