domingo, 1 de maio de 2011

Morrer de amor


Ah! Agora sim podes gritar
Tanto quanto queiras
Que eu não te hei de parar
E tu sem mim desesperas!

Não vou passear o dedo na ferida
E assim mais dor sentirás
E acredito que ficarás tão dolorida
Que a própria morte desejarás!

E dessa abstinência doentia
Não há de vir qualquer recobro

A noite dará lugar ao dia
Sem que eu te dê apoio

Pois que hás de afundar-te em vão
Espalhada no chão
Em tantos cacos quanto eu fiquei

E mesmo eu tendo usado fita cola
Colando-me imperfeito no original sentimento
Tu não terás nem metade da sorte! Irás embora
E do teu fado alimentarás o teu tormento!

Pois... adeus, que agora,
É um outro momento, e eu vou dormir.
A nossa dor, não se decora...
Amor? Não me faças rir!...

1 comentário:

  1. É um pensamento pertinente, mas julgo que é mesmo por aí: deixarmos ir precisamente aquelas pessoas que não nos permitem sermos nós próprios, e finalmente podermos mostrar essa pessoa. (:
    Morrer de amor é, sem dúvida, doloroso...
    Mais um óptimo poema (:
    Beijinhos*

    ResponderEliminar

O seu comentário é muito importante para mim! Obrigado!