segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pensamentos depreciativos à questão própria individual


Deixa que me diga em quantas noites te abomino.
Em quantas noites te lavro e te lavo e te penduro
Do outro lado da janela, na corda, pingando para o pátio do vizinho
E enquanto secas de novo pinto o muro.

Em quantas vezes eu, tão somente eu, refeito em cacos
Me aposto a mim mesmo e na sombra me deixo tombar.
Coloco a mim a questão, se são reais os factos
Que me deixam nesta condição, que me fazem assim retratar.

Que eu, por muito querendo os teus olhos
E por muito que pense abrir mão (do meu coração)
Também sei do pouco que tenho dos folhos

Da triste alma, da sua pobre canção.
Eu bem queria ouvir a parte que me diz: és feito do universo.
Mas o que me digo será: tu, a ela, não a atrairias mesmo se fosses inverso.

2 comentários:

  1. Boa noite
    Gostei
    Cacos, universo, infinito
    é assim que vejo num espelhos rsrsrs
    Abração

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