quinta-feira, 30 de junho de 2011

Penhasco

Que não eu, é mas diferente,
Homónimo vociferante,
Grita constelações leitosas,
De pastos húmidos,
Como a cama fechada da maré,
Em que te deito,
Ouvindo nos búzios os sons,
A terra distante,
Onde pensaríamos erradamente,
Que estes sons,
São o fundo do mar, este aqui,
E afinal agora,
Reconhecemos que em cada búzio,
Existes antes tu,
Que quando te oiço existes em mim,
E existo eu,
Que me faço ouvir no teu ouvido,

E estamos ainda nesta cama fechada
A traçar a nossa perfeita epopeia
Por entre os lençóis de onda
Que se esbatem contra o cetim
Do teu cabelo,

Terra... meu penhasco lusitano.

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