quarta-feira, 27 de julho de 2011

Til Norge / Para a Noruega / For Norway


 (Norwegian / Translated by Joachim Varne [Thank you!])
Ord har aldri vært nok,
ikke i krig, ikke i kjærlighet

Ord har aldri vært nok,
ikke i helvete, og ikke over

Jeg kommer og spør deg om å ta min hånd
Å hvile ved min skulder
Gråte på mitt bryst
og sørge i våre hjerter

Jeg kommer og spør deg om å ta min styrke
Å stå opp fra tapet
Å holde ut smerten uten hat
og gi kjærlighet til alle som fortjener det

Men,
ord har aldri vært nok,
verken denne gangen heller,
men,
du er ikke alene


 (Portuguese / Translated)
As palavras nunca chegaram
Nem na guerra, nem no amor.

As palavras nunca chegaram
No inferno ou acima.

Eu venho e peço-te que tomes a minha mão
Que descanses no meu ombro
Que chores no meu peito
E que te lamentes ao meu ouvido.

Eu venho e peço-te que leves a minha força
Que te levantes longe da perda
Que suportes a dor sem querer vingança
E que dês de ti a quem o merecer.

Mas,
As palavras nunca chegaram,
Tão pouco agora,
Mas,
Não estás sozinho.

(English / Original writting)
Words have never been enough,
Not for war, not for love.

Words have never been enough,
Not for hell, nor above.

I come and I ask you to take my hand
To rest by my shoulder
Cry on my chest
And mourn in my hears.

I come and ask you to take my strength
To rise away from the loss
To bear the pain with no hatred
And to give love to everyone who deserves it.

But,
Words have never been enough,
Not this time, too,
But,
You are not alone.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Whatever

Quando eu levantar  o Lótus
E eu próprio não compreender
A essência de o Lótus pousar na minha mão
Imediatamente me saberei insuficiente ao resto.

No entanto, enquanto pela subida
Eu verificar que as águas me falam
Numa linguagem que eu reconheço,
Imediatamente me saberei insuficiente ao resto.

E, quando me virem levantar o Lótus,
E tomando da minha boca palavra ausente,
Se compreenderem o que o meu gesto diz,
Imediatamente se saberão insuficientes ao resto.

domingo, 24 de julho de 2011

5

Pensamento positivo, tudo acontece por um motivo.
Tem capacidade para a mudança, vive tem esperança.
O produto principal da acção é o inesperado.
Do erro virá o correcto.

Nada é errado, quando se torna certo.

domingo, 17 de julho de 2011

Já não quero escrever mais

Já não quero escrever mais
Porque sempre que estico os braços
Para fazer aparecer ramos de cardos
Quebram-se-me os dedos

No papel da noite.

Pretextos

Que raio de pretexto tenho eu
Para escrever acerca de sofrimento?

Eu,
Que nunca senti
A delícia
Da côdea escassa
De um pão
Bolorento?

sábado, 16 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A capa

Todo o meu herói de banda desenhada
Tem uma capa
E um fato
Mas é sem dúvida da capa que eu mais gosto.

Capa, presa pelos ombros, qual manto de rei,
Nos ombros carregada por quem tudo carrega,
Que dá a leveza de poder voar
A ausência de forma tão preenchida.

(Já pedi à minha mãe
Uma capa assim.
De feltro, de veludo, pouco importa,
Desde que me faça voar.)

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Todo o herói de banda desenhada
Voa entre quadrados
Num mundo pouco colorido,
Sem contar com algumas páginas.

E a minha capa que voava a preto e branco,
Nas folhas de um volume qualquer,
Nunca voou num mundo colorido
Como aquele em que eu vivo.

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....
...
..
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Será a cor assim tão má?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Um sorriso tão só teu

(Toda a minha "poesia" era mais pura
Quando não tentava ocultar razões
Para aquelas palavras ali estarem,
Nem significados que se dificultavam
Em torrentes de pergaminhos compridos
De metáforas coloridas a preto
E branco...)

Assim,
O Amor,

E o todos os dias,
Querer agarrar,
Agarrá-lo,
(Estranha vontade consciente)

Mas,
No fundo,
Procuro quem,
Procuro alguém
Que não seja,
Eu
Mesmo?

Será que,
Volvidas as ondas,
Depois de batidas
E batidas e rebatidas,
Contra os rochedos da costa,
O que eu procurava em meditação,
Não era o agradar ausente,
(A outro)
Mas o agradar,
O encontrar da felicidade,
Em mim?

Mas não importa,
Vem, agora,
Vem com essas ondas,
Ondas de terra no meu pé descalço,
Onde não caminho mas me afundo,
Lama dos meus pensamentos
Mais profundos,
E escondidos,
De um sorriso tão só meu,
Vindo de um sorriso,
Tão só teu...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

People come and go, follow the flow, and turn hollow

Não sinto saudade.

(People come and go,
Follow the flow,
And turn hollow.)

Não vale a pena
Pensar no que passou.

(People come and go,
Follow the flow,
And turn hollow.)

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....
...
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Há um tempo para tudo,
Houve um tempo para estares aqui,
Um tempo, diminuto,
Mas que passou, mesmo assim,

Durante o tempo que existe,
Durante o momento que se mantém,
O futuro não se pede,
E o passado é de ninguém.

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....
.....
....
...
..
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Depois quando o tempo passa
E morre a vontade, enfim,
O desejo de estar presente,
Vai embora e morre, não volta,
Nunca, se em parte nunca total.

(People come and go,
Follow the flow,
And turn hollow.)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Pela inovação

Podes levantar-te
Mas voltas sempre a cair.

(Então porquê essa pressa de estar
Onde nunca estiveste?)

Ergue-te,
E faz por ficar de pé,

Nem que seja um segundo mais,
Agarra o que tens,
E trás o resto contigo,
Puxa o resto do indefinido.

(Desta vez agarraste-te
Mesmo antes de cair.)

Luta,
Vai em frente,

Tens mil razões para ser,
Podes não acreditar mas aí estás,
Em carne e osso e feito pessoa,

Se acreditas por certo vives,
E se vives e não acreditas,

Nem que seja apenas em ti,
Estás morto,

(Por isso dança agora
A música da tua despedida
Some-se o dia na noite
Como uma conta de somar.)

Como te sentes, fantasma de ti,
Finalmente de pé,
E contra a corrente?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vulgos marítimos

Sinto-me sem sentir,
E isto já há quanto tempo.

Rodeado,
Os corais rodearam-me, anémona,
E resplandeci em cores.


Mas,

Sinto-me sem sentir,
E isto já há quanto tempo.

E preciso de sentir,
Respirar,
Mas o ar demora...

(Ainda bem que há coral.)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Todas as palavras que nunca disseste

Havia a mão da Terra
Que com a sua cova profunda
Nos abria o limiar das folhas
E permitia o namoro,

Depois havia a minha mão na tua,
Que se entrelaçava como os ramos
Das árvores que nos serviam de telheiro
Enquanto o Sol em nós queimava,

E cem rios correndo pelos lábios
Que a tua infusão de neblina permitia
Passar por                                  um olhar mais falador
Do que todas as palavras  
                     que nunca disseste.