sexta-feira, 1 de julho de 2011

Todas as palavras que nunca disseste

Havia a mão da Terra
Que com a sua cova profunda
Nos abria o limiar das folhas
E permitia o namoro,

Depois havia a minha mão na tua,
Que se entrelaçava como os ramos
Das árvores que nos serviam de telheiro
Enquanto o Sol em nós queimava,

E cem rios correndo pelos lábios
Que a tua infusão de neblina permitia
Passar por                                  um olhar mais falador
Do que todas as palavras  
                     que nunca disseste.

1 comentário:

  1. Poeta Ricardo,
    confesso que o leio sempre que posso..
    Te considero um poeta de extrema qualidade, vejo em teus escritos a marca da diferença.
    Abraços,
    Anna.

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