terça-feira, 12 de julho de 2011

Um sorriso tão só teu

(Toda a minha "poesia" era mais pura
Quando não tentava ocultar razões
Para aquelas palavras ali estarem,
Nem significados que se dificultavam
Em torrentes de pergaminhos compridos
De metáforas coloridas a preto
E branco...)

Assim,
O Amor,

E o todos os dias,
Querer agarrar,
Agarrá-lo,
(Estranha vontade consciente)

Mas,
No fundo,
Procuro quem,
Procuro alguém
Que não seja,
Eu
Mesmo?

Será que,
Volvidas as ondas,
Depois de batidas
E batidas e rebatidas,
Contra os rochedos da costa,
O que eu procurava em meditação,
Não era o agradar ausente,
(A outro)
Mas o agradar,
O encontrar da felicidade,
Em mim?

Mas não importa,
Vem, agora,
Vem com essas ondas,
Ondas de terra no meu pé descalço,
Onde não caminho mas me afundo,
Lama dos meus pensamentos
Mais profundos,
E escondidos,
De um sorriso tão só meu,
Vindo de um sorriso,
Tão só teu...

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