terça-feira, 30 de agosto de 2011

An english one

And even when there was no room to be

And even when there was no room for me

I would still gather sand
With the point of my fingers.

Leaning forward
Falling down,
Digging an hole
On the ground,

Making room for everything
I might be

Jealous
Now

And I'm

Gathering sand
With my fingers
And falling down
And digging the ground

And there's an huge hole
(Ooh...)
And I'm falling down
(Ooh...)

And somehow I know I can't help it.
There's no use in trying to see.

'Cuz my eyes are covered in dirt
And dirt pours from me

While I'm leaning forward
And falling down,
Digging an hole
On the ground,

I bet you're there
Just a tad smilling,

And I wonder when
I'll cross your mind.

('Cuz there's no room
And I'm digging mine,
But your not a ground,
You're my demise.)

Movimento cortante


Agarras a minha mão neste movimento
Compras-me cada palavra escrita
A pena, di-la bendita
Pois que a agarras no derradeiro momento

A tinta, tira-la do frasco
E o frasco vazio fica,
O papel de branco se torna preto
Na escrita que me pinta o dia,

E tu ainda agarras a minha mão nesse movimento
Em que o que escrevo é a tinta de ti.

Cada palavra, sente-la escorrida, escorrendo,
Correndo sangue pela ferida que te abri.

A song

 

Lyrics:
Well I held you like a lover
Happy hands and your elbow in the appropriate place

And we ignored our others, happy plans
For that delicate look upon your face

Our bodies moved and hardened
Hurting parts of your garden
With no room for a pardon
In a place where no one knows what we have done

Do you come
Together ever with him?
And is he dark enough?
Enough to see your light?
And do you brush your teeth before you kiss?
Do you miss my smell?
And is he bold enough to take you on?
Do you feel like you belong?
And does he drive you wild?
Or just mildly free?
What about me?

Well you held me like a lover
Sweaty hands
And my foot in the appropriate place

And we use cushions to cover
Happy glands
In the mild issue of our disgrace

Our minds pressed and guarded
While our flesh disregarded
The lack of space for the light-hearted
In the boom that beats our drum

Well I know I make you cry
And I know sometimes you wanna die
But do you really feel alive without me?
If so, be free
If not, leave him for me
Before one of us has accidental babies
For we are in love

Do you come
Together ever with him?
Is he dark enough?
Enough to see your light?
Do you brush your teeth before you kiss?
Do you miss my smell?
And is he bold enough to take you on?
Do you feel like you belong?
And does he drive you wild?
Or just mildly free?

What about me?
What about me?

(Thanks for the song, Maria)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Batimentos

Cada relógio conta o passar de uma hora
Uma
Uma
Uma
Hora,

Cada batida reflecte um segundo
Um
Um
Um
Segundo,

Cada aperto no peito pede proveito,
Pede
Pede
Pede
Proveito,

Cada inspiração pede ordem de despejo,
Pede
Pede
Pede
Ordem,

Sempre que sonho contigo não me vejo,
Me
Me
Me
Vejo,


Em cada abrir de boca perco um beijo
Perco
Perco
Perco
Um,

A cada palavra falhada te vejo distante
Te
Te
Te
Vejo,

Sabes, a cada momento, a cada agora
Sinto uma espécie de loucura, paranóia,
E há quem diga ser um génio a fluir,
Mas custa tanto a essa ideia sorrir.

Confidências

Cada pedaço
De ti
Vem agarrado a um momento,
Que se repete em instantes consecutivos,
Num gesto,
Num olhar,

Num sítio.
Um toque,
Um abraço,
Pernoitam o calor perdido,
Envolvo-o entre os dedos num movimento
Circular e infinito,

Não perdendo nunca o novelo
Das minhas confusões,
Preocupações distantes na dúvida persistente.

(Ás vezes dou-me apenas a pensar se
Deveria ter agarrado com mais força
Ou se não deveria pensar em nada.)

......

Se morresses,
Agora,
E me deixasses nada mais que
O teu corpo
Imóvel
Deitado por sobre uma campa fria,
Ficaria
Eu,
Eu ficaria,
Imóvel
No teu corpo
Imóvel
E frio,
A pensar
Em todas as vezes que
Aquilo que te queria mesmo dizer
Guardei para mim
E a pensar
Em todas as vezes que
Aquilo que terias para me dizeres
Calaste,
E
Não teria mais para te oferecer
Do que as lágrimas
De alguém que perdeu o toque
Que perdeu o sentir
Para ti...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tomo dois, por favor

Da falta de lembranças
Desaparece a saudade.

A dor (pensada)
De ter, agora
                           O toque - tão à mão
E intocável

Apaga-se tão depressa
Quanto explode a carga
Depois de consumido o rastilho.

E apenas restam cinzas.