domingo, 11 de setembro de 2011

Desta vez, bebes tu o café


(Imagina, que em vez de leres
Agarras a colher que eu imagino
E mexes tu a bebida que a empregada traz,
Agradecendo um pensativo desconforto.

Sopras, está quente o café
E achas que o açúcar não chega.
Deitas mais.
E voltas a rodar a colher.)


Lembraste de toda a gente
Lá fora?

Quando passaste no metro
Estendeu a mão
E não falou:
Gemeu.

E tu, tu não esfarelaste o miolo
Tu não te achaste capaz
De mudar
Nada.

Lembraste?
Então

Porque é que agora
Olhas para esse café
Com desdém,
E lhe chamas um vício?

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