domingo, 4 de setembro de 2011

Hoje esqueci o vicío do café e pedi antes um cappuccino, para variar


Vazio.
À chegada, ao chegares,
Vira à décima segunda curva da minha decepção,
Vai directa ao cruzamento da insónia
E toma a direcção da placa cimeira, queimada.


Não encontres movimento no vento, que mente,
A cada passagem aponta o local que não escolhi.
Toma a estrada de chagas e cinzas e areia e cascalho
Até chegares ao portão de ferrugem da minha condição,
E abre-o e irrompe e toma espaço para ti.

Abre as latas de tinta e pinta alçapões camuflados.
Não te esqueças de olear as portas e as esquinas do peito,
Agarra o peluche que me adormecia pelos sovacos de quem sonha,
E tomba por fim na cama que deixei por fazer.
Tudo está como quando eu deixei de estar.


Vazio.

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