sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O culminar do sabor amargo


Nova estadia na pousada do café.
Novamente o vício a voltar.
Duas colheres de açúcar, caneta,
Meio litro de papel p'ra rabiscar e
Um quilo de pensamento funesto,
Para deitar abaixo o golo amargo
Do rebuçado que acompanha o pires.

É como...
Querer ver no cu da chávena
Uma palavra tatuada
Entre coxas de porcelana,

E chamar-lhe esperança,
Mendigar de improviso a sorte
Esperando que o dia se abra
E o sol caia sobre a morte.

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