quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Tirado à força

Tu, eras assim.
Como a simplicidade das coisas.
Simples e bela, sempre,
Livre. Eras pura liberdade.

Na expressão máxima do teu desejo,
Não cabiam palavras.
Nunca, nenhumas. Sempre ausentes.
Os teus olhos para tudo chegavam.

Ou quando sorrias. Quando sorrias,
E o céu parecia vivo e mais azul,
E mais vivo e o azul pintado e refractado,
Uma cadeia de cores e tropeções.

Tudo isto, arrancando da memória
A ilusão de seres presente.
De seres árvore, perene, estática,
E crescer em tanto, tanta beleza.

Mas nada disso, e iludo-me enganado.
Esse corpo não é pinheiro nem sobreiro,
Desmitificando-se assim o castanho dos teus olhos,
O doce enrolado castanho dos teus cabelos.

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