sábado, 24 de setembro de 2011

Vagueio

(Imagem : http://1.bp.blogspot.com/_Nr5BHFR-SGw/S7vlIaUel6I/AAAAAAAAAIc/rINzTtNJ-68/s1600/OuropretoB.jpg )

Locomoção activada pela batida das zero
E principio aqui e agora,
No momento do nada e no momento do fim.

A parede é branca, mas está negra. (Escuridão.
Se tu roçasses os sons daquilo que penso,
Dirias que isto não tem sequer segredos.)

O pior é esta vontade de adormecer, e parece que não consigo.
No entretanto de acreditar que adormeço, acorda a fome.
Levanto-me para ir à cozinha, não acendo a luz.

(E está tudo escuro. Em criança vejo esquinas de terror,
Mas tu estendes os braços enquanto eu vou na direcção das bolachas,
Enquanto dizes, e repetes: não tem segredos, não tem segredos.)

Mas desde que o fim começou, que tudo tem um segredo.
Procuro em tudo um segredo para uma felicidade ausente.
E tudo hoje tem segredos. Menos a escuridão.

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