domingo, 2 de outubro de 2011

De pé, ao canto.


 De pé, ao canto,
Portas de gigante ao caminho.
Peso demais para abrir
Um vislumbre.

De que falo? Que digo?
Escorre petróleo de dentro de mim.
Massa viscosa, negra e líquida.
Incendiável, explosão violenta.

Talvez um escuro de absorver.
(Não sei quem me compreenda.)
Portas de gigante ao caminho.
Peso demais para abrir.

Parca a compreensão.
A chave está debaixo do tapete.
A fechadura está apenas alta.
O crescimento não é bastante.

Tombam pingos de negrume lá do alto.
Talvez caindo nos olhos. Conte-se a invisibilidade.
Quem saiba isso perturbe o cálcio nos ossos.
Ou é a visão fosca logo por natureza.

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