sábado, 1 de outubro de 2011

Oitos e peixes

(Imagem retirada de: http://www.keithdriscoll.com/demo.html )

Pobre este estado de solidão na presença dela.
Parco é o entendimento do olhar, que tudo confunde
Vislumbrando jarras vertendo névoa
Para o fundo do amanhecer.

Oitos, e peixes,
Os peixes, desenhando oitos,
Como se calculassem perfeitas contas de somar.
Oitos e zeros, oitos e zeros.

Ao toque deforma-se a precisão matemática
Dos oitos, dos zeros,
Numa propagação de ondas
Piscícula.

Como tudo se deforma ao toque.
Pobre, este estado de solidão.
Quando toca, sopra ondas.
Não afecta esta pedra de abstracção.

Sem comentários:

Enviar um comentário

O seu comentário é muito importante para mim! Obrigado!