quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Estado de estar


Cada palavra é bastante.
Não importa quanta estupidez encerre.
Na altura, nem palavra foi.
Foi pensamento.

De há anos para cá que deposito palavras.
Perdoem-me os céus, perdoem-me os véus e perdoem-me as mágoas,
Que ao reler mil das palavras dadas
Encontro-as fúteis, nomeio-as estragadas.

No entanto, cada palavra foi um universo.
Um risco em papel e memórias de teclado,
Um pedaço de futuro com o passado guardado.
Trezentos casos de estupidez aguda,

Mas até a estupidez nos ajuda.
Não há como mutilar parte do ser,
Nem com as palavras se pode fazer.

Palavra alguma infecta ou gangrena,
Somente povoam espasmos e dores na traqueia.
Seja quando se escreve, seja quando se leia.

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