quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Voltámos aos cafés

Fui a Lisboa e o café era caro para caraças
E agora estou aqui sentado a escrever desgraças
Como esta que pelos vistam não ensinam nada
Já que me martelam na fronte que não tenho nada p'ra ensinar.

Havia cães de variada envergadura e dóceis brincalhões
Que bateram várias vezes nas mesas do café
E uma vez até o amarelo trouxe a bola até a mim
Que eu me importei em devolver a troco de lhe dar uma festa.

A conversa tinha uma pitada de vermelho a tingir a face
E três dedos de oculto, como não os seis que o barbeiro me tirou
Gosto desta forma de conversa inteligente
Mas não sei se estou a ser verdadeiro:

Que a minha face mais verdadeira é quando eu não me agarro
E no meio de inteligências digo dezenas de barbaridades
Até que sumo à depressão de pensar na questão
De que talvez mais verdadeiras sejam as barbaridades
Do que as minhas verdades.

Depois, fomos embora e eu para não parecer forreta
Paguei o café. Dois euros e eu achei uma roubalheira
O carioca de limão (desconhecido para os teus) até compreendo
Mas o café a 1.10 é coisa com que não me entendo.

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