domingo, 12 de fevereiro de 2012

Carpe Diem

Para que possamos sentir o mel nas nossas bocas
Assim e os lábios escorrendo saliva
Sentindo um sabor intenso e verdadeiro
Como os desejos que sentimos nas profundezas do nosso silêncio.

Para que possamos fazer amor àquela cara bonita
Que nos surge nos sonhos mas nos foge da pele
E para que ao sonhar demos o passo da realidade
Em frente ao rumo do desejo que censuramos.

Para que possamos ser vilões mórbidos e heróis
No paradoxo de ser tudo sem ser nada
Quebrando penhascos em saltos vazios
Para um suicídio no mar e chegar ao fundo e às pedras.

Então não seremos mais humanos do que antes
Do que nunca fomos sendo completamente
Esta prisão de carne ossos e sangue para uma alma
Que não é jaula menos confortável que a minha cama.

Mas para abanar este pó das nossas artérias
Para amar e amando sofrer completa e inteiramente
Teremos que sonhar desejar ainda mais
Até para lá que os desejos nos quebrem a censura.

O segredo é que um dia vamos ser todos restos de sombras
E haverá quem troque os nossos nomes e deixe a essência
Assim como quem trocará a essência deixando o nome
Mas o que importa é Carpe Diem.

1 comentário:

  1. Orgulho, vaidade e prazer. São os sentimentos que me atravessam a alma, quando espreito através da janela que deixas entreaberta neste blogue.

    Beijos,

    Teresa.

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