segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Meu amor sem nome

As flores nunca abriram
Para nós,
Meu amor,
Mas que não importe nunca
O florir de folhas mortas,
Quando a tua face
É roliça e verdejante
E a tua boca é botão
Que se abre
E sabe florir,
Quando a tua face
Alberga olhos
Comparáveis a pérolas
Polidas por lágrimas.

As flores nunca abriram
Para nós,
Meu amor,
Porque não eram flores
E porque tínhamos
Os olhos
Tapados
Pelas mãos erradas.

1...
2...
3...
Quem te tapa os olhos?

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