domingo, 25 de março de 2012

hiper vómito espaço tempo


ainda estou parado.
e sorvo - ah
sorvo, pois
toda esta imensa dor
que não sei bem se sinto.

que raio - faz-me contente
e deixa de ser essa divindade que eu não posso alcançar
mesmo sendo um deus!

mas não vale a pena pedir aos céus candura
e nada se demora no entrave da minha língua.
então fico parado e sorvo contigo - mas sorvo sozinho!
- toda esta imensa dor
que não sei bem se sinto.

e depois se pudesse ter mais coragem
virava-me para ti muito de repente e arrancava-te do domínio dos astros
para o domínio dos meus braços!

só que eu sempre fico parado contigo
e quando fico parado comigo vejo dezenas de cenas diferentes
cenas do que podia ter feito para te dar a mão e para que percebesses
o quanto gosto de ti.
mas já nem sei dizer essas simples palavras sem medo.

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