segunda-feira, 30 de abril de 2012

Burrice M


Mesmo não tendo o que quero

Tudo isto é burrice
As coisas não foram para ser feitas
Assim
E eu já sabia
Já todo eu me dizia
Mas nada em mim me queria escutar
Nada em mim queria aceitar
Tinha de ser como eu queria
Não, nunca como eu me dizia

Mesmo não tendo o que quero

Uma espiral incontornável
Perdi o sentido por momentos
A culpa foi minha
Deixei a natação e principiei
A afogar-me
Quando todo eu me dizia
Mexe os braços
Dá às pernas
Mas não, nunca o que eu dizia
Porque não quero, não queria

Então se agora não tenho o que quis
Se agora não tenho o que quero
Se parece que não vem Verão
Só Inverno
Então que me levante com cobertores
Eu até gosto de atear fogueiras
Que me aqueça com brasas
Que me puxe e me levante
Não posso ficar caído
Cair faz parte mas ficar em baixo
Não pode ser

Mesmo não tendo o que quero

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tão


Na mochila
O desejo
Carente (para variar…)

Nos teus braços
Um estranho calor
Apartado

Dá-me as tuas mãos
Para que cante dentro
Tristeza

Apartado
Afastado
Longe

Tão perto
Tão aqui
Tão real

Tão
Tão
Que falta tudo…

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"Homossexuais contestatários"

Será possível conceder-se o poder da escrita a mentes tão retrógadas quanto estas?

Há pouco tempo li algo - na minha fome por encontrar o que faça de mim um melhor escritor - algo que dizia o seguinte: "O bom escritor costuma estar à frente do seu tempo. Outros escritores por vezes estão atrasados em relação ao tempo que vivem." .

Pois bem, este nome de pessoa grande e madura parece viver num tempo quinhentista. E, certamente, temos aqui também um caso pedófilo ainda por descortinar... mas deiam-se ao prazer de ler o lixo e a inutilidade de uma pessoa como esta aqui: AQUI

Primeiro, agradeçam-lhe o "captain obvious" que é: a biologia não permite aos casais homossexuais ter filhos. Thank you! Porque não existem outras formas... enfim.

Depois, choquem-se, ao saberem da existência de mentes tão fúteis e horrendas como estas hoje em dia - que abusam do seu "poder" e da palavra para escrever coisas tão medonhas.

Enfim.

Nem merece poesia...

Bom dia.

domingo, 15 de abril de 2012

.......


E o que é que o meu amor me diz que possa traduzir em letras?
Gostava de dar aso à minha desfiguração total
E à perda do controlo sobre mim mesmo primeiro para que se entenda.

Tenho daquelas loucuras em que espero que digas o que não dizes
E que (nesse produto de não dizeres) depois acho-me a insistir
E encontro-me chato e tão miserável que nem nunca te mereça.

Nem sei tão pouco se desenhar-te sorrisos na cara é relevante
Para que eu me torne matéria amada pelo teu peito escarlate
Que parece tão longínquo da extrema lucidez maligna do meu.

Oh – e porque é que eu por vezes sonho que me amas?
Porque é que acordo transpirado de manhã porque tive medo de te perder
Num sonho, quando nunca te tive numa vida?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

RP7-31


Não podia deixar de
Deixar a essência ausente
Do que escrevo ao
Escrever nada.
Portanto entenda-se que
Tudo é vazio no
Vago pensamento que
Eu não sei apanhar
Mas que me obrigo
A esborrachar em versos
Na imensidão do desapontamento
De não ter coragem p'ra mais.

Desabafo


Não hei-de ficar onde não sirvo
E EU SEI PARA O QUE MAIS SIRVA
Não hei-de ficar onde não me sinto
E EU SEI O QUE PARA MAIS SINTA.

Então descuide-se a opinião alheia
Quando a alheia acção podre
Torna a minha decisão correcta
Menos nas mãos de um bisonte.