terça-feira, 29 de maio de 2012

And it's all alright


Ali, onde parece que o tempo ficou parado
Até a coisa mínima em significado
Elevada àquele quadrado de tamanho
Causa uma brutal impressão.

Quanto mais quando com braços abraços
Correndo galerias por aí
Procurando um início no fim…

Quando te amei pela última vez?
Quando é que os meus olhos se invadiram de sombras
E este coração de fuligem?

Porquê agora tanta cor?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Parvandade

Tem calma
Verás que no fundo
Erras tanto
Cais tão profundamente
Que não vês
(Como poderias ver
Tão fundo
Tão escuro?)
O erro
Até pode nem ser teu
Mas acontece,
Aconteceu.

sábado, 19 de maio de 2012

--

poeta pouco
tem carne tem osso
se dá quer

bom demais
nunca a verdade
diferentes iguais

puta irmandade
faça-se a vontade

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A simplicidade de ser




A simplicidade de ser
Como as flores
Que são tantas
Todas as primaveras.

A simplicidade de ser
Como o carinho
Que pede perdão
Por toda a sua crueza.

A simplicidade de ser,
Deixa que tente
Deixa que invente

Fica e pensemos
Fiquemos, amemos
A simplicidade de ser.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

h

(Liguem a música. Esperem. Leiam.)


Queria mandar-te uma mensagem
E não me arrepender
Não achar que sucumbo a te amar
Mais, e mais
Quando não vejo, quando não posso
Amar-te plenamente.

Tenho medo,
Tenho um medo sincero
De todos os abraços
Em que julgo encontrar-me
Porque na verdade
Eu fico é perdido
Tão mais e cada vez mais perdido
Aí e em ti.

Fizeste-me faltar as palavras
Fizeste-me pensar
Novamente,
Tu
Que tens a mão na faca
E no queijo
Fizeste-me pensar
A mim
Que sonho a lua
Que se reflecte na tua face.

A pergunta que faria
A pergunta que quero
É porquê
E porquê isto
Porque raio ter de sentir
Sem espaço
Sem espaço algum.

Acomodo-me
A minha esperança
Perde-se em abraços
E encontra-se em misérias.

Se soubesses
Como tudo é maior
Como toda a dor é maior
E toda a beleza
Mais infinita.