sexta-feira, 27 de julho de 2012

ÀAA


Os teus olhos atestam
Nada
Que eu não sei ler nada
No meio desse ramal
De verdes incandescentes

Que às vezes pensei dizer-te:
Muito que tentes
Nunca me mentes
Que os teus olhos
Tudo me mostram

Mas eu sempre soube
Que nos teus olhos
Eu via o que podia
Não via o que queria
E o pior de tudo
É que só podia ver-lhes cor

E porquê então
Se eu não sei falar contigo
Porquê entender
Porquê aparecer
Porquê ficar?

Soltam-se as velas: zarpa-se
Sem peixe o mar só mata
E deixa sozinho
Sozinho

Vai-se : sem destino
Até onde se for.
O que vier veio
O que passar passou
Eu escolho o que calha
Deixo o que não valha...

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