quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Shh

eu já percebi que isto de escrever é um falhanço.
não é ser poeta que falha (que eu nem sou sequer tanto)
é a antes a falha que há sem ser-se poeta
(e remeto para o verso dois da estrofe presente)

eu vou explicar da minha justiça o porquê de não resultar:
simplesmente pelo que escrevi ainda agora. e a minha justiça
pode não agradar a toda a gente, como tantas vezes não me agrada
a mim, quando a releio passado um tempo qualquer.

claro que às vezes escrevo e aquilo nem faz sentido total no momento
(ou então faz e fui eu que me esqueci entretanto)
mas no momento seguinte, em que volto a ler
o sentido renova-se e reforça-se.

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