domingo, 25 de novembro de 2012

Sto Amador



A ponte da minha aldeia
Ensinou-me que há fantasmas.

Pois que ela é de mil e setecentos
E nela os mortos caminham.

Essa ponte, caiada de branco
Liga o caminho ao caminho
Que dá ao cemitério.

Por isso que a ponte da minha aldeia
Me ensina que há fantasmas

Uns que caminharam até lá antes
Uns que continuam indo por dentro de alguém.

(Só essa ponte sabe
Que o momento é sempre o presente
E que por ela passa toda a gente.)

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