quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

i'mjustafool

uma bofetada serena abre a noite
o teu cheiro por aqui perdura.
por onde andas? levaste-me as forças
qual farrapo,
estou desfigurado pelo teu tempo
nesta sempre teimosia de ficar.

sinto-me como ontem sei
ontem foi já
trajo os mesmos erros repito
cassetes passadas várias
todas estas camadas de pó perduram
na nulidade do teu ser.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

LateNightPresent

a soothing breeze runs from the free
all in all: the end: near
the taste buds alter it's feel
the everlasting bitter piece is here

no eyes to be filled: no sorrow
let the moon blaze through; tomorrow
a new day shall rize to abide
by the sun: oh mighty ruler oh

can one conquer it's own will
can one conquer it's own thoughts
can one conquer it's own heart
can one conquer it's own fear

most delusional stupidity
one face to be filled with light: a fire
too much too strong: blasphemy
oh sun glorious sun
    forgive us for we have failed
    forgive us for we have loved
    forgive us oh sun oh ruler of all
to this day no forgiveness was asked
for the true ruler the one true power
    forgive me, myself
    forgive me, for I have failed
    drowning in fear and delusion
    abiding to a god so no-existent
    a god of death - the end in all
    forgive me for I could not see
    the power invested in me.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013



Um jardim em que as sombras tombam

E o orvalho cresce como luz única

Enquanto congela.



Já não há medo que habite este espaço

Os portões guincham e os riachos murmuram

As sombras caem iguais.



Os bancos sustentam em si a derradeira tristeza

O perdido – ali, estendido, derrotado e moribundo

O cansaço igual ao sempre igual cansaço.



Abana a cabeça tão somente tão só

“Nem há nuvens e eu aqui demente”

E as sombras crescem mas apenas um afago

Borda-as suas e

São a sua sombra.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Recortes

aqui e ali (...) estes fermentam
e se fermentam crescem (...) sabem pouco (...)
afinal é tão maior (...) aquele ponto (...)
ínfimo (...) qual universo novo (...)

porque é que (...) uns pulam pelo caminho
com o alvor da madrugada (...) e as caras
sempre fechadas (...) quais arcas velhas
de vidas passadas (...) roupa comida pelas traças

fecham os olhos (...) para pensar (...)
parem (...) o sinal é vermelho
claro (...) só vermelho (...) para os que vêem

então é necessário (...) tudo
até esta extrema fadiga (...) que principia
a mortandade (...) para atingir o tempo (...)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Inst.Ant.Âneo

Milhares de anos volvidos
Enfim os braços vencidos
Tombaram

Qual glória na espera?
Derradeiro o desespero
Que bonança não era:

Um enterro
Para aqueles que acharam

Por bem esperar:
E chegar? Quando hás de chegar?

terça-feira, 26 de novembro de 2013

In Bus I



Noutro lado qualquer
Ossos tais quais os teus
Batem o asfalto
Sem escolher nada
Pequena criança

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ahahah ah ... ah

As tuas mãos: como caminhos.
Agarrando e puxando desmembram trilhos.

Mas afinal onde queres chegar?
Perante a tua cara só me rio
Com o riso amargo contaminado pela raiva de
Ter de mais uma vez saber que existes.

Desaparece daqui; as tuas mãos
Não agarram nada, nada, não

E não tens caminhos que possas abrir.
Que esteja frio na rua e eu nela
Tudo bem - logo será Primavera.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

aaaaaaaaaaaaa

Tudo isto com um significado muito próprio:
No prazer infinito de mergulhar as mãos em sacos de feijão
Encontro-te e a memória do que já foi.

Não me recordo, no entanto e estranhamente
Do porquê destas lembranças que teimam em por vezes
Vir ao de cima tomar ar.

rain deer

rendem-se
derrotados pelo cansaço
o pavor em ti
é ter esperado demasiado
afinal que tens
que não se tenha já?
trazes, de oferenda
mil razões para desistir
que se aguentam
por uma razão inventada
de aguentar

é pena
rendem-se

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Wut wut

After the long sound of the trees
Did the wind finally speak it's words
Take the journey upon your shoulders
It claimed that no path was straight enough
To ever walk upright all of the time
And that moments would come
When the earth would be closer than the sky
And that all that there was to be left alone
Was ressentment - That
Was to be thrashed and scattered away
From the foolish fear of being a fool -
So did the trees sound silently
Whispering concordance with the wind
One sat alone the fire that iluminated the night
One to be, one and I.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

tengo tengo



Monta o estaminé
Procuras adquirir vontade
Coisa pouca, o que venha
O que há
- Se possível muito por pouco –
Era tão bom se fosse tudo dado
Então ficava estendido ao sol
Depois de repente lembrou-se
De como é chato não fazer nada
E ser uma nulidade
Como as coisas já fora da validade
Não servir para nada
De repente ter tudo
E não servir para nada
Ora que esta, hein
Ah perdeu-se-lhe a linha
Outra vez a divagar
Até o horóscopo diz melhor
Lua em cascos de rolha sempre à toa
Sonha pouco à noite compensa ao dia
Espera caralho se faz favor
De repente toda a vontade
Cálculos repentinos de sonhos novos
Umas quantas lecas e umas férias
E ai ui ai ui
Vou ser o que nunca fui
Já tenho vontade,
Feche-se o estaminé.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

dx

que brincadeira era esta
pousei o ruído ao lado
novamente completamente enganado

só o silêncio toma conta de mim
neste ranger dos dentes e nesta raiva surda
de não compreender já nada

afinal que quanto mais falo
menos se entende
não há onde chegar

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

pzz pzz. caralho

Do chão crescem sombras conhecidas.
O café arrefece com o movimento da colher,
Na mecânica do açúcar que se precipita
Enquanto se olha tudo, para olhar nada.

Fecham-se os olhos num esforço de
Ouvir as vozes ausentes há muito.

"E agora? O que me guia? Por onde ir?"
E o silêncio apenas.

As sombras crescem em mãos.
A cadeira oscila e o jornal são letras
Num qualquer alfabeto tão conhecido
Que não diz absolutamente nada.

O sujeito ainda de olhos fechados
Não tem luz de presença.

Nada mais do que um invólucro
Sem qualquer objectivo ou noção.

Tudo é escurecido pelas sombras.
 As lâmpadas do estabelecimento conversam
Num pzz pzz que se pára para escutar.
Porque pzz pzz por vezes faz mais sentido.

"Em todo o caminho que fiz
Não encontrei nunca certeza de que
Encontrasse a plenitude
Da razão
Ou da correcção
Ou qualquer confiança
De que fosse eu quem estivesse
Certo."

Os olhos fechados. Pzz pzz.

"Quer a sorte que agora
Me ache outro.
Por momentos
Numa confiança tão forte
Que ao final
Não é nenhuma."

"Talvez apenas interesse
O som das lâmpadas
Que agora não vejo
Por ter os olhos fechados."

sábado, 31 de agosto de 2013

asasdadawwad

é um pesadelo
todas as palavras que deposito
na penumbra da resposta
sempre podendo ser a mesma
sempre eu querendo tanto
e talvez espere de mais
que faço eu mais do que não fazer nada
enquanto penso em tudo
o que não consigo fazer
e penso parado
que puta de aberração

domingo, 18 de agosto de 2013

Seeker



Wake up
Longing
The silent
Depth
No words
Like ever
The meaning
In your
Eyes
I can’t see
Anymore
Now that
It is
Too dark
So
Bear with me
As I stumble
Across
Whatever
Solution I
Might find
And whatever
Path
I might take
I seek nothing
I seek nowhere
I seek no straight path
While
I walk
All the way
Through
The night
Debris
And this
Darkness
What if
It’s just
A cloud
A deep
Deep
Too deep
Cloud
In my
Own
Heart

Darkness

Apenas mais egoísmo
O Ser que é
Com caras muitas
E ser tudo.
No limite humano
Não ser capaz
De ser mais
Do que um.

Os teus olhos
Projectam-me mentiras na alma
Tal qual a ideia
De te ter olhado nos olhos.

Nada aqui é tão bom assim.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

corre

não seres nada torna a tua imagem capaz de tudo não há certezas que te acompanhem o fundo do teu sorriso até falso pode ser e mais não se pode descobrir do que o que se mostra e o que se mostra o que é

sábado, 27 de julho de 2013

êxtase

hoje fiquei em pé oito horas a aprender o sabor de respirar

não é preciso mais "poesia" que isto

danem-se os poetas

o poema somos nós

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Estrutura Diferenciada

Faz-se noite e a tua luz deixa-se acender em silêncio.
Contigo biliões de estrelas que te navegam perdida.
Onde te leva o vento? Que caminho tomaste teu?

Perdeste as respostas e o teu sorriso acende cigarros ao escuro.

Aqui os grilos não cantam e o murmúrio das ondas só te deixa só mais.

Tudo em ti é postiço até que a noite te cobre.
E a tua força é dor quando o teu sorrir não pode.
Aí és tu sozinho numa melancolia de quem se acha errado.

De repente errado quando tudo estava tão certo.

Merecedor de tanto apoio de tantos que julgavam por alto bem.

Abandonado talvez usado talvez abandonado.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

P+1



O tempo trará
Em cada um dos
Nossos novos passos
A afirmação de um caminho.

A cada erro presidem
O objectivo e a Mudança
Que patentes estão
Em quem não perde a vontade.

Esperança e sonhos
Fazem desenrolar hipóteses.

Viajar faz-se livre de rédeas
Mesmo que a chuva seja para todos.

Hoje, calado, aprendi-me de novo
E novamente sei dizer que
Palavras minhas a mim servem
Nem sempre os outros vestem.