domingo, 13 de janeiro de 2013

375

Sentado dou por mim
Em cima de toda a metafísica
Que pensei que existia.

Afinal isto não é nada assim
E a metafísica se abre portas
Deixa outras tantas fechadas
E tanta fome por matar.

Ah, soubesse eu como
Não perder a inspiração na trivialidade
Do Mundo.

Mas a Arte que abandonei
Que me servia ou não (não sei)
Parece ter-me abandonado agora a mim
Sobre a forma de vontade fugindo.

Olha, amiga que vou deixando para trás,
Cada vez te olho de mais longe com a mesma vontade
Fugindo tanto que já nem és, amiga.

O que resta é encontrar o fim
Quando vier, até ele abrindo caminho.
Como os deuses sempre calcam a terra
Chegará o dia em que me calcarão.

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