segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A uma Graxa de Resto,Sola de Sapato, sempre bom, obrigado



De alta razão comum
Definha aquele que é sozinho:
Combinado, troca a palavra
Pelo escasso valor do seu mundinho.

Valores deixados, esquecem
A “vã glória de se honrar”:
Enterram-se tal qual dissessem
“Antes porcos do que a ter de me lavar!”

Crua, a dor nos dentes,
Total cheia e preenchida.
Com tudo na mesa!

O jogo, aberto e ganho!
O árbitro paga-se de mimos
“Falta, falta, derrota justificada!”

Quem assim aspira a algo?
Se chapa dada é chapa gasta?
E da comum realização
Nem a palavra vale nada?

Desses, descontentando-se,
Granjeiam a piedade inexistente!
Mas a palavra é clara, a voz fremente.
Não falemos por um! Mas por toda a gente!

Derrotados uns pela vil retórica
Que ofusca argumenta e dá razão
Cai derrotado aquele que em justiça
Deveria carregar a vitória na mão…

Irra! Bate! Diz! Revela!
Que a vontade de todos é igual
Só a solução por uns mal partilhada!

Juntos, como um, combinam o caminho
Que a todos dê o melhor progresso!
Fogem uns de boleia… ninguém os espera no regresso.

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