quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Não-Ode, Não-Ode



Hoje vi-te curvada na tua dor.
Sei, já não eras a mesma,
Como já não foste a mesma
Depois de tudo e tanto.

Em mim nada mais que
Um certo conforto, macabro.
Saber-te no teu pranto e
Contente, no entanto…

Bate sempre à nossa porta.
Ah, sim, sabia que iria bater à tua.

Sabia já toda a verdade, crua,
Bastava olhar.

Trago em mim o mesmo pesar
Desde a última vez que soube sorrir para ti.

Um saco, mais um, para o burro
De carga que eu sou.

Não te aflijas, sei como
Te passa, te esquece.

Conquanto, essa tua dor
De joelhos no chão…
Curvando-te toda em peito.
Satisfeito… satisfeito.

Lê isto com a mente mais triste que tenhas,
Com a mente depois da tempestade e do incêndio.
Com a tristeza calma, irreparável,
De quem perdeu um amigo…

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