segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

café às 9.30h

Chegaste!
Eu tinha as mãos quentes
Quando as apanhaste
Do café que pousara na mesa.

Sempre que te olhava
As minhas mãos escaldava-as
No café,
Num esforço de sentir.

Perdoa-me!
Foi assim que no vulto
Da cafeína te aprendi
A amar.

Com a sensação forte da
Queimadura breve
Como a paixão
Que nunca esteve.

E invoco por isso a cada momento
Uma nova chávena fumegante
Para te poder sentir
A queimar-me os dedos.

É que se o amor aquece
Eu aqueço as mãos e
A sensação que tenho
É quase, quase igual.

Depois tu levas-me de mão dada
"Tens as mãos quentes, amor!"
Pois claro tenho, mas por favor,
Um golo para a minha cabeça, que vai gelada...

1 comentário:

  1. Gosto do poema (: Fez me pensar na efemeridade da vida porque da primeira vez que o ouvi, nao consegui ouvir muito bem (graças aos meus colegas na palestra) e pensei que cada chavena referia se a uma nova sensação, e nao na evocação da mesma

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