segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

voltando ao café

Estou aqui sentado comigo
E digo-me que
"Não sei o que quero dizer"
Que o meu significado fugiu
Já, para longe.

Que me dizes?
Que apenas a noite me alimenta
O vazio dos braços por entre
As horas despertas,
No túmulo dos dias?

Não, basta.
Porquê ter cada momento
E não o ter por ser mal
Cumprido? A verdade
Que trajo nega-me.

Dói-me o bastante,
Já ter de suportar dói.
Eu sou quem me vejo
Ou quem me faço
Ou quem me vê?

Por isso, a minha parte mal feita
Precisa de quantos retoques
No córtex de estar vivo.
Enquanto me sento sozinho
Bebo um café comigo.

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