quinta-feira, 30 de maio de 2013

sdf



No espelho as lástimas menores
As lágrimas maiores escorrem despercebidas
E as mágoas são despromovidas
A tinta de parede.

Lá fora o Sol brilha e o caminhar pede-se direito.

tou mxm pah



Hoje estou triste como os rios.

Tudo ouvem, tudo curam,
Mas são apenas rios no final.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Agonia



Estamos limitados a uma caixinha
Mágica
Com pele.

Nesta penumbra os olhos são cegos.

As mãos encontram-se no toque.

Volvido todo este tempo não entendeste ainda
Que cada contacto que fazemos
Não é mais do que um mútuo toque?

Volvido todo este tempo agora me dizes que
O pouco que te toco quando te toco e se te toco
É um toque a mais profundo.

Volvido todo este tempo pergunto-me
Se não és tu que entendeste então o toque
E tudo o que eu sabia de ti.

domingo, 26 de maio de 2013

O Senhor Silva Na Insónia Da Noite

Hoje o Senhor Silva fuma as nuvens
Com o cachimbo pensativo
De poemas anteriores
Pois tal como já referido
A noite para o Senhor Silva
É uma enorme insónia.

Senhor Silva degenerado
Não sabe se se salva ou como se salvar
Por isso pensa com o cachimbo.
O cachimbo que tem na flexão dos dedos
E o fumo que dele se escapa
E o tabaco que lhe dá.

Senhor Silva degenerado
O seu cachimbo muita ensina,
Você pouco aprende.
Com esse cachimbo que pensa
Por si que pensa tristeza
Aprenda as nuvens que fuma.

O Senhor Silva

De manhã o Senhor Silva pendura as meias
De manhã o Senhor Silva lava os dentes
De manhã o Senhor Silva fecha a porta
De manhã o Senhor Silva não sai.

Sentado no cachimbo o Senhor Silva
Como se o seu nome o picasse vive
As memórias de quando lhe diziam
“Esforça-te agora enquanto é tempo.”

De noite o Senhor Silva apanha as meias
De noite o Senhor Silva não ceia
De noite o Senhor Silva tranca a porta
De noite o Senhor Silva não dorme.

Talent trololol

em boa lição de verdade

não esperes nunca sentado
espera sempre de pé
um passo outro passo cada passo
espera de pé e caminha

terça-feira, 21 de maio de 2013

rapidamente your hand in mine explosions in the sky



Sem qualquer mão que possa agarrar
O vento é perene entende
Que estar só é estar só
Um pouco mais triste
Como as coisas tristes
Quando os outros que vês
Se agarram então e tu
Ficaste este tempo todo à espera
Para nada afinal o caminho não foi feito
Porquê
Ficaste parado na irreal ilusão
De que o caminho se constrói
Enquanto esperas que cheguem a ti
Pois então não observaste
Os carreiros que os outros fizeram
E os muros que levantaram e os caminhos que pisaram
E tu parado não te soubeste mexer
Achaste que chegaria o momento
Na tua imobilidade
Porquê
O vento é perene entende
Passa por ti entende
Leva-te entende
Entendes-te entende
E tu
Sem qualquer mão que possa agarrar.

sábado, 18 de maio de 2013

quando chove um pouco a potes

apenas para que saibas
hoje o dia está de algum vento e de chuva ocasional

por isso custa-me subir à minha árvore
para pensar


os dias de chuva servem para
não pensar em ti