terça-feira, 26 de novembro de 2013

In Bus I



Noutro lado qualquer
Ossos tais quais os teus
Batem o asfalto
Sem escolher nada
Pequena criança

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ahahah ah ... ah

As tuas mãos: como caminhos.
Agarrando e puxando desmembram trilhos.

Mas afinal onde queres chegar?
Perante a tua cara só me rio
Com o riso amargo contaminado pela raiva de
Ter de mais uma vez saber que existes.

Desaparece daqui; as tuas mãos
Não agarram nada, nada, não

E não tens caminhos que possas abrir.
Que esteja frio na rua e eu nela
Tudo bem - logo será Primavera.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

aaaaaaaaaaaaa

Tudo isto com um significado muito próprio:
No prazer infinito de mergulhar as mãos em sacos de feijão
Encontro-te e a memória do que já foi.

Não me recordo, no entanto e estranhamente
Do porquê destas lembranças que teimam em por vezes
Vir ao de cima tomar ar.

rain deer

rendem-se
derrotados pelo cansaço
o pavor em ti
é ter esperado demasiado
afinal que tens
que não se tenha já?
trazes, de oferenda
mil razões para desistir
que se aguentam
por uma razão inventada
de aguentar

é pena
rendem-se