terça-feira, 17 de dezembro de 2013



Um jardim em que as sombras tombam

E o orvalho cresce como luz única

Enquanto congela.



Já não há medo que habite este espaço

Os portões guincham e os riachos murmuram

As sombras caem iguais.



Os bancos sustentam em si a derradeira tristeza

O perdido – ali, estendido, derrotado e moribundo

O cansaço igual ao sempre igual cansaço.



Abana a cabeça tão somente tão só

“Nem há nuvens e eu aqui demente”

E as sombras crescem mas apenas um afago

Borda-as suas e

São a sua sombra.

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