segunda-feira, 21 de abril de 2014

Brr

Um medo - natural como a sede -
Cresce. Seca a garganta
Da mesma maneira que querer água.

Os punhos cerram-se.
(Se não roesse as unhas
Com esta força, talvez,
Só talvez,
Sangrasse um pouco)

A dúvida persiste
O medo insiste
A força evapora-se
E a garganta seca
(Não há água que me valha.)

Lutar pelo que quero.
Mas avistando já as intempéries
Temer prever fraquejar
- Incapaz de pular o muro
Cair redondo sem conseguir alcançar.

Depois os acontecimentos recentes
Fazem-se voz - Quando há agora quem não possa ter medo
E tu paralisas-te
Achas isso bem? Sequer?

Então lentamente puxar a âncora que prendia
Com cuidado para não arrancar a pele das mãos
(Há de ser precisa para agarrar tudo)
E com o medo no peito respirar!

Fechar os olhos quando os olhos enganam.
(Às vezes olhar traz ideias que não somos nós.)
E às tantas a garganta seca mas já sabemos beber.

domingo, 20 de abril de 2014

Bye, for now

Now
I am pretty sure that
The pitch black darkness - total darkness
Is covering your eyes.

Don't wander around my thoughts too much
As i sit by your side
My now gone friend and
Wonder about what you might have done

This was the most unnatural conclusion.
I was sure
No story should have been written like this.
For god - or whatever else! - what pen did you pick?

Your pain is now gone - of that
I am most certain.
But the pain you brought - your demise
Is the demise of those that loved.

Loved you.
I can't write that I did enjoy you too much
For I did not.
You were that which I wasn't.

Don't mistake this with hate
Hate doesn't have the privilege of my poetry.
And there is nothing to relate to myself
- My words think the pain that others feel.

Now
I know there is a pitch black darkness in your eyes
For the whole of eternity.
I hope you have seen enough when your eyes were wide open.