segunda-feira, 21 de abril de 2014

Brr

Um medo - natural como a sede -
Cresce. Seca a garganta
Da mesma maneira que querer água.

Os punhos cerram-se.
(Se não roesse as unhas
Com esta força, talvez,
Só talvez,
Sangrasse um pouco)

A dúvida persiste
O medo insiste
A força evapora-se
E a garganta seca
(Não há água que me valha.)

Lutar pelo que quero.
Mas avistando já as intempéries
Temer prever fraquejar
- Incapaz de pular o muro
Cair redondo sem conseguir alcançar.

Depois os acontecimentos recentes
Fazem-se voz - Quando há agora quem não possa ter medo
E tu paralisas-te
Achas isso bem? Sequer?

Então lentamente puxar a âncora que prendia
Com cuidado para não arrancar a pele das mãos
(Há de ser precisa para agarrar tudo)
E com o medo no peito respirar!

Fechar os olhos quando os olhos enganam.
(Às vezes olhar traz ideias que não somos nós.)
E às tantas a garganta seca mas já sabemos beber.

Sem comentários:

Enviar um comentário

O seu comentário é muito importante para mim! Obrigado!