segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

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Pensei que já tinha vencido um medo mas por vezes pinto de preto e relembro que o medo pode sempre estar.

Não sei o quanto coordenas ou se sou agente complexante forte para te agarrar ou se somos sal que em solução dissocia mas anda e depois de novo está de mãos dadas.

E se falhar e não conseguir e o tempo se revelar fugaz e voltares para de longe donde te aguardei?

Só quero preservar-te comigo no formaldeído dos nossos abraços intemporais. Sei já a que sabem os teus beijos: a um sabor inconstante ou a uma desculpa constante para pedir ao tempo para não prosseguir.

Como candeia vens e albergas-me na tua luz que ilumino também. Ressoamos como amplificadores das ondas que exalamos quando dizemos "Amo-te".

Já não sei ser artista ou escrever. Retomo e reparo que escrevi nas poucas dores da vida. Em amar-te não há dor que não seja bem-vinda... a inspiração não se escreve da mesma maneira quando o fôlego da criação se perde nos teus lábios.

Vem. Anseio por ti junto a mim.

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